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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Declamação

Se te pudesse descrever numa palavra

sem sombra de dúvida diria luz.
Se te pudesse comparar a uma sensação
declamava-te de um calor aconchegante
Se te pudesse identificar a um elemento
beijaria a palavra fogo.

Se pudesse... mas não posso
És tão mais do que isso.

Algo tão imenso,
que palavras não foram contempladas de provar do seu significado.
Algo tão abstracto,
que comparações são impossíveis de conter toda a essência.
Algo tão único,
que não se consegue identificar em mais lugar algum.

E dou por mim,
a tentar, uma vez mais,
expressar, captar, guardar e resguardar
a ideia tão imensa, abstracta e única
que contem a tua alma
com receio de que a perca
e com ela, tu
e que toda esta visão tão real de algo tão subtil como a tua pessoa
desapareça dos meus cegos olhos.


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

[sem título]

O escuro céu atira berros de raiva pela escura noite
e verte, sem querer, lágrimas do passado que conteve até então.

Da imensidão da sua agonia e desespero
a morte da luz traz e o pânico trespassa as almas dos mortais.
Qual temporal desvairado intemporal.

E o vento atraído por tal dança macabra,
junta-se ao coro dos desvairados berros
e juntos, o escuro céu e o vento
dançam, quais tornados harmoniosos e devastadores.

Grita e chora,
berra e revolta-te contra aquela que te afrontou
que te insultou, que te humilhou, que te fez sofrer.

Dança e salta,
destrói e canta a tua depravada canção
carregada de puro ódio e horror.

Sente a raiva invadir-te e tomar-te
Ama e chora por alguma vez teres amado.


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Com base nos termos da lei, não é permitida a cópia e a utilização deste trabalho sem a concordância do autor. Todos os direitos de autor estão reservados.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

The melancholy of the cold night

The night is calling
Whispering my soul
Enchanting my mind
With her dark tranquility



Yelling in the silence
And singing her misterious song
Like a ghost
Prowling for the deep (non) existence



Her cold embrace
Hold my corpse and keeps him there
Staring and seeing
Seeing the poetry and art of the dark world

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Morrer de Amor

Elizabeth muito triste vida tinha
Tão infeliz, tão infeliz
Que todas as noites se diz
Que lágrimas do rosto lhe caía



A sua maior esperança
E talvez maior confiança
Era seu amado Amadeo
Que, aparentemente, tanto amor lhe deu



Assim, certo dia
Esperançada e apaixonada
Elizabeth lhe revelou
O que Amadeo mais lhe despertou



Vil e cruel
Amadeo lhe berrou
Que ela um monstro era
E assim, nunca mais lhe falou



Como era à noite costume
Fechou-se no quarto à luz do lume
Para puder chorar
Sem ninguém reparar



Mas naquele dia
Sentia-se tão magoada
Que depois de tanta lágrima derramar
Acabou por morrer desidrata




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Este poema é da minha autoria!! Por favor, não plagiem! Todos os direitos de autor estão reservados.